segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Toshi no Beiden - Pontos de Interesse 2

Beiden Central

A porção que se encontra entre o do Rio da Travessia e a Estrada de Beiden é a região mais movimentada da cidade, abrigando grande parte do comércio e dos estabelecimentos locais, sendo o verdadeiro ponto focal da maioria dos visitantes de Beiden. Essa também é a parte mais antiga da cidade, datando da sua fundação e, apesar de não ter sentido as muitas guerras com a mesma frequência e proximidade que a porção nobre, ela não sofreu menos e muitos dos prédios atuais foram construídos sobre as ruínas de antigos. 

Mesmo assim, a região é próspera e diversas construções locais acompanharam o crescimento econômico da província. Muitos dos estabelecimentos (principalmente aqueles que prestam serviços aos samurais) são grandes e exuberantes, exibindo sua opulência aos clientes. Tanta beleza, história e tradição renderam a alcunha de “Antiga Beiden” ou “Cidade Velha” para a região, que pode ser dividida em quatro “blocos” – o bloco Comercial, na extremidade oeste; o bloco das Artes, ao centro; o bloco dos Artesãos, na extremidade leste; e o Porto, beirando rio.


Principais Ruas de Beiden

Rua dos Mercadores: Sem sombra de dúvidas esta é a rua principal de Beiden e, certamente, a mais movimentada no período diurno. Isso se dá por ela cruzar a cidade até a sua porção sul, ligando a Estrada de Beiden à Rua do Templo. Por sua extensão se encontram alguns dos principais estabelecimentos da cidade, sendo os mais notáveis duas das maiores hospedarias da região, a Casa da Concha de Jade
 e a Casa das Flores de Inverno.

Rua dos Artesãos: Tal como a Rua dos Mercadores, esta rua também cruza a cidade, apesar de não atrair tantos transeuntes. Por toda a sua extensão essa rua possui diversas oficinas oferecendo os mais variados bens e serviços que possam ser manufaturados na cidade. Produtos valiosos costumam ser encontrados mais ao norte do rio, enquanto produtos mais mundanos ao sul do rio. É muito comum ver servos de samurais buscando repor estoques ou contratando serviços para os seus senhores.

Rua das Artes: Se a Rua dos Mercadores é a mais movimentada durante o dia, a Rua das Artes é aquela que atrai mais visitantes quando o sol se põe. Primorosamente iluminada com lanternas coloridas, nela se encontram diversos restaurantes, casas de chá e casas de sakê. Todos os festivais locais ocorrem em sua extensão, sendo que o Jardim de Benten é o ponto mais disputado nestes eventos.

Rua do Porto: Apesar da proximidade esta rua não se assemelha em nada à Rua das Artes. É por esta via que a maioria das mercadorias escoa pela cidade, sendo pouco atrativa para visitantes. À noite, ela é conhecida por ser mal-iluminada e perigosa.

Travessa da Sujeira: Não é exatamente uma rua, mas o local por onde, todas as manhãs, os eta passam para realizar seu trabalho de coletar a sujeira da cidade. Desnecessário dizer que nenhum samurai vem aqui.


Mapa em Alta Definição

7. A Toca

Um observador desatento não veria nada além de um aglomerado de sobrados altos, de dois ou três andares, e estabelecimentos fechados – estruturas humildes abrigando uma grande quantidade de moradores paupérrimos, em total desarmonia com a região mais próspera da cidade. A Toca é o mais próximo que Beiden teria de um gueto: cortiços em que residem famílias heimin com algum dinheiro ou prestígio para morar perto dos samurai, servos ji-samurai que trabalham na cidade e no castelo, ronins empregados por mercadores, filhos bastardos de samurais… são inúmeras as histórias e os motivos para alguém morar aqui.

Porém, a Toca esconde um elaborado submundo próprio – tarde da noite, entre o fim da hora do Cão e o início da hora do Javali, os estabelecimentos até então fechados se abrem e revelam casas de apostas e bordéis. Acredita-se que os kajinin da cidade tenham ligação com tais estabelecimentos e seus membros, mais de uma vez, se envolveram em brigas para proteger tais locais de fregueses insatisfeitos. Sabe-se que outrora houve até mesmo um covil de ópio ali, na época em que o escorpião governava, contudo os riscos se tornaram altos demais e os poucos traficantes que restaram na cidade passaram a atuar de forma mais discreta, especialmente depois da chegada do Leão.

Para os moradores de Beiden frequentar a Toca não é algo visto com bons olhos e os residentes de lá são estigmatizados como pessoas não confiáveis, mesmo que nada tenham a ver com as atividades locais. Poucos samurais vêm até aqui sem um bom motivo, mas o local é um ponto procurado por viajantes com algum dinheiro e que busquem uma saída rápida para o tédio.

Visitantes Recorrentes: Morador da Toca, membro de gangue kajinin, hinin local com uma proposta indecorosa, visitantes em busca de diversão, heimin alcoolizado.


8. A Casa da Concha de Jade

Propriedade de Yasuki Tsubame. A Concha de Jade é um estabelecimento grande, tão grande quanto a ambição da família Yasuki. Criada exclusivamente para confrontar a Casa das Flores de Inverno, a hospedaria rival, A Concha de Jade investe ano após ano para aumentar seu tamanho e a qualidade de seus serviços.

A hospedaria, apesar de não ser tão encantadora quanto sua rival, está acima da média para uma típica hospedaria rokugani. Seus custos também estão abaixo da concorrência, portanto, se tornam bem atrativos para comerciantes heimin – o que é intencional para aproximar tais mercadores da influência de Tsubame-sama, que oferece descontos e “presentes” para clientes e aliados em potencial. Contudo, a Dokufu é conhecida por seu temperamento forte e essa hospitalidade pode, rapidamente, se tornar tão rígida quanto a rocha.

A Concha de Jade possui um restaurante próprio que serve uma variedade exclusiva de chás cultivados nas províncias Hida. Tsubame não vende essa variedade para seus concorrentes por nenhum valor, sendo este um diferencial da sua casa. Os quartos disponíveis são simples e honestos, sendo que os mais novos possuem um acabamento belo e digno de samurais, enquanto os mais antigos são apenas “adequados”. A hospedaria serve de embaixada para membros do clã Caranguejo, porém Tsubame costuma servir os quartos mais simples ao seu clã, a não ser que o hóspede seja realmente importante – de fato, samurais do Caranguejo não costumam se importar com isso.

Residente Atual: Yasuki Tsubame
Visitantes Recorrentes: Diplomatas do Caranguejo, comerciantes em viagem, hóspedes diversos.


Akaishiro, O Castelo Vermelho

No coração de Beiden existe uma grande estrutura murada envolta em mistérios. Ela se localiza entre dois dos maiores, mais renomados e seletivos estabelecimentos da cidade, mantendo seu interior oculto das vistas das pessoas com seus muros altos e telhados vermelhos. Tamanho sigilo rendeu-lhe o nome de Akaishiro e gerações de heimin apenas sonham com o que tem em seu interior, cercando o local de boatos e lendas urbanas de todos os tipos. 

No entanto, tais mistérios não são nenhum tabu para os samurais. Todos sabem que Akaishiro não é nenhum castelo, ainda assim, ele é o orgulho da família Shosuro em Beiden. Ali eles criaram um conjunto de prédios de extrema beleza para contemplar aos seus seletos convidados. Akaishiro também é conhecido como o Complexo das Artes da família Shosuro, destino que muitos amantes das artes de toda Rokugan almeja visitar ao menos uma vez.


Akaishiro é composto por três estruturas principais: a Casa das Flores de Inverno, que concede sua entrada pela Rua dos Mercadores; a Casa da Lótus Rubra, que concede sua entrada pela Rua do Lago com a Rua das Artes; e o Caminho das Flores, que divide as duas estruturas. Além delas, existe um pequeno jardim dedicado a Sadahako, fortuna das geishas e artistas, e uma casa de banho.


9. Casa das Flores de Inverno [Akaishiro]

Propriedade de Shosuro Korahime. Majestosa e encantadora são palavras que podem descrever a Casa das Flores de Inverno, possivelmente uma das mais deslumbrantes hospedarias do Império. A construção é alta, detentora de três andares bem distribuídos em quartos grandes e luxuosos, apesar do piso térreo ser basicamente uma grande área de convivência. Seus corredores são amplos e decorados com grandes pinturas e exibições de dezenas de esculturas, retratos e arranjos florais, concebidos pelas mais hábeis mãos da família Shosuro, formando um verdadeiro mundo de vermelho, preto e dourado, elaborado exclusivamente para atender aos mais ricos e exigentes padrões.

Conseguir uma hospedagem na Casa das Flores de Inverno exige riqueza ou influência e, de fato, uma boa indicação é mais valiosa que koku. O Escorpião gosta desta exclusividade, contudo, Shosuro Korahime sabe que tamanha especificidade tornaria a hospedaria vazia na maior parte do ano, então, esporadicamente ela oferece uma estadia como presente, recompensa ou troca de favores, convidando diversos samurais de diversas partes, assegurando-se de que sempre tenha alguém digno de nota na hospedaria. Como uma boa jogadora do campo político, Korahime é sagaz ao usar seus hóspedes, seja como um aliado em potencial, seja como um embuste ou mesmo um passa-tempo.

Com as guerras e perda do governo local, esta estalagem passou a servir de embaixada para o clã Escorpião, até que a situação seja normalizada.

Visitantes Recorrentes: Shosuro Korahime, diplomatas do Escorpião, samurais ricos, poderosos, artistas e cortesãos.


10. O Caminho das Flores [Akaishiro]

Este vasto labirinto preenche o interior de Akaishiro, dividindo o espaço entre a Casa das Flores de Inverno e a Casa das Lótus Rubra. Seus corredores são largos, de modo que duas pessoas possam caminhar confortavelmente lado a lado, e sua vegetação é densa, impossibilitando a vista do que há do outro lado. Os arbustos são podados na forma de paredes que atingem dois metros e meio de altura, sendo praticamente intransponíveis e qualquer um que tentar atravessá-los terá que que fazer um tremendo esforço, ficando coberto de folhas, flores, arranhões e vergonha. Sua folhagem é de um tom predominantemente verde-escura, mas, exibe pequenos botões e flores lilases e vermelhas, que desabrocham no inverno tornando o Caminho especialmente espetacular.

A arquitetura do labirinto não é das mais complexas, afinal, ninguém gostaria de ficar realmente perdido ao percorrer o Caminho das Flores, sendo assim, qualquer um consegue concluir seu percurso em até um quarto de hora rokugani. Há quem diga que, na verdade, ele foi projetado com a intenção de proporcionar longas e discretas caminhadas, de modo que as pessoas pudessem conversar sem serem vistas nem ouvidas, mas ainda preservando sua face. Ao anoitecer o labirinto é iluminado por lanternas, algumas delas indicando a direção das saídas. Contudo, alguns pontos mal-iluminados persistem, locais onde os visitantes podem ir por sua honra em risco.

Visitantes Recorrentes: Hóspedes curiosos ou entediados, samurais transitando entre os estabelecimentos, amantes em busca de alguma privacidade, conspiradores.


11. A Casa da Lótus Rubra [Akaishiro]

Propriedade de Shosuro Korahime. Esta célebre casa de geishas patrocinada pelo clã Escorpião possui todas as características que tornaram os Shosuro renomados – ela proporciona uma atmosfera totalmente inebriante, um mundo de encantos capaz de acalentar até mesmo o mais austero samurai. A Casa da Lótus Rubra segue o mais rigoroso padrão Shosuro, garantindo que recebem o melhor tratamento imaginável.

É muito comum hóspedes da Casa das Flores de Inverno visitarem a Lótus Rubra, sendo possível inclusive requisitar uma geisha ou taikomochi particular ao se hospedar. Na maioria das vezes a okaasan indicará o mais apropriado de acordo com o perfil do cliente, mas, eventualmente, a própria Korahime fará tal indicação, especialmente para hóspedes que considere de grande importância. Ela afirma que apenas deseja se assegurar de que seus convidados tenham a melhor impressão possível, durante a sua estadia.

Nos fundos da Casa da Lótus Rubra, junto à passagem para o labirinto, existe uma pequena Casa de Banho. Este local é de acesso livre para qualquer hóspede de Akaishiro, e nele é possível usufruir de banhos terapêuticos, massagens, acupuntura e outras formas de medicina relacionadas pureza corporal. Um jardim separa a Lótus Rubra da casa de banho, tão belo e bem cuidado quanto todo o resto da propriedade. Este jardim é dedicado a Sadahako, fortuna das geishas e artistas. No lago do jardim é possível encontrar flores de lótus vermelhas.

Visitantes Recorrentes: Shosuro Korahime, geisha ou taikomochi dedicados, samurai embriagado.


12. Jardins de Benten

Os jardins de Benten ocupam uma quadra exata no coração da cidade, entre a Casa da Lótus Rubra e o Teatro Shosuro. É composto por uma lagoa de carpas cruzada por uma pequena ponte e ornado por árvores antigas. Apesar de não haver uma estátua ou um oratório dedicado à Benten, a população local tradicionalmente dedica este jardim à Fortuna dada a sua beleza e ao costume dos jovens apaixonados de subir até o centro da ponte para fazem orações e pedir suas  bênçãos.

Visitantes Recorrentes: Jovens apaixonados, boêmios e amantes dos prazeres da vida.


13. Teatro Shosuro

Propriedade de Shosuro Korahime. O grande e imponente teatro Shosuro está aberto para qualquer samurai que desejar prestigiar o trabalho dos renomados butei da família. Independente da época e das guerras, os Shosuro nunca deixaram de apresentar, semanalmente, seus espetáculos. Korahime tem muito orgulho do teatro, sendo que ela mesma costuma frequentar às apresentações, normalmente acompanhando algum convidado ilustre ou grupo de amigos.



O Teatro serve de dojo para a família Shosuro, onde podem treinar diversas de suas artes. Um sensei butei supervisiona todos os processos do teatro, desde o roteiro e a pré-produção, até os ensaios e as apresentações. Um mestre artesão confecciona as máscaras dos atores e, dizem, são algumas das mais bem produzidas pelo clã.

Visitantes Recorrentes: Shosuro Korahime, atores Shosuro, amantes das artes.


14. O Tanuki Bêbado

Poucas casas de sakê ganham tanto renome quanto o Tanuki Bêbado. Na verdade, por estar situada no fim da rua das Artes se tornou o local preferido para samurais boêmios, que não desejam beber na companhia dos heimin da rua do sakê. Desde a chegada do Leão, se tornou o lugar preferido por eles para apreciar um bom sakê, quando estão de folga.

Visitantes Recorrentes: Samurais boêmios, amantes das artes, samurais embriagados, membros da força de paz (de folga).


15. Refúgio do Leão

Costumava ser uma pequena e modesta hospedaria na beira da estrada de Beiden, conhecida apenas por ser a mais barata da cidade. Apesar de ser tão antiga quanto as demais casas da região, esta hospedaria nunca atingiu qualquer renome. Tudo mudou com a recente chegada do Leão, que confiscou o prédio e o transformou em seu quartel e, mais importante, sua embaixada.

O Refúgio do Leão abriga os samurai do clã que estão de serviço na cidade. Uma vez que esta força de paz não é um exército invasor, Ikoma Riyoshi achou que seria desrespeitoso manter seus 200 homens no castelo da governadora, sendo assim, ele alocou parte deste homens na Torre da Guarda, quando estão de serviço, e parte na antiga estalagem, quando estão de folga.

Visitantes Recorrentes: Ikoma Riyoshi, oficiais do Leão, diplomatas do Leão, membros da força de paz (de folga).


16. Arsenal do Leão

Antiga propriedade de produtores de sakê, esta estrutura foi confiscada pelo clã Leão e convertida em um depósito para o seu exército. No antigo galpão que se estocava arroz agora se guardam mantimentos, provisões, rações para os cavalos e materiais perecíveis, enquanto no salão em que era produzido o sakê agora se armazenam armamentos, ferramentas, medicamentos e matérias-prima como madeira, pedra e ferro.

Os Ikoma têm conduzido a aquisição e o confisco de muitos destes materiais e boa parte deles é estocada aqui antes de ser remanejada e enviada para a Vigília de Beiden, nas montanhas Seikitsu, ou para o território do Leão. O Conselho Mercante está atento esse interesse dos Ikoma por mercadorias mas ainda não tomou uma posição exata em relação a isso – na verdade Ide Temodai se adiantou e até mesmo começou a comercializar com o Leão. Desnecessário dizer que este prédio é muito bem protegido pelos pacificadores.

Visitantes Recorrentes: Ikoma Riyoshi, oficiais do Leão, membros da força de paz (em serviço), carregadores heimin manejando os estoques


17. Torre da Guarda

Uma estrutura impressionante, com cerca de 60 metros de altura, detentora de paredes de alvenaria branca e um grande telhado vermelho em forma de pagode. Esta torre permite ter uma visão privilegiada de toda a província até a Passagem de Beiden, possibilitando que qualquer comandante consiga observar potenciais ameaças com muita antecedência.

Apesar disso a estrutura nunca foi tida como uma boa posição defensiva, salvo a possibilidade de alocar uma grande quantidade de arqueiros em seu topo e em suas inúmeras seteiras, pouco poderia fazer para, efetivamente, defender a cidade e o castelo durante uma invasão. Não é atoa que o Leão a usa quase que exclusivamente como posto de observação e base de operações de sua força de paz.

A torre possui 20 andares, mais dois subsolos. A maioria destes andares serviriam de caserna para ashigarus, além de depósitos, arsenais, cozinha, e tudo mais que uma fortificação poderia necessitar para operar e resistir a possíveis cercos. O último andar é uma grande varanda com uma vista ampla. O subterrâneo possui mais depósitos, além de celas para prisioneiros, uma câmara de tortura e uma porta de ferro que está trancada e nenhum meio testado até agora conseguiu abrir. Ikoma Riyoshi suspeita que possa ser uma passagem de ligação, possivelmente um túnel que conduz até o Castelo.

Visitantes Recorrentes: Ikoma Riyoshi, oficiais do Leão, membros da força de paz.


18. O Conselho Mercante

A maior herança que Daidoji Sanjuro deixou para Beiden certamente foi seu Conselho Mercante. Neste local ocorrem as reuniões de um seleto grupo de patronos mercantes de Beiden e costumava ser presidido pelos Daidoji. Porém, tudo mudou desde a morte de Sanjuro, a começar pela saída dos Garça, deixando o Conselho livre de suas amarras. Atualmente, Ide Temodai, Yasuki Tsubame e Watanabe Fuji mantém escritórios onde discutem questões comerciais, propõe acordos e resolvem disputas. As reuniões oficiais são esporádicas e vem diminuindo cada vez mais sua frequência, possivelmente outro reflexo da morte de Sanjuro. Mesmo assim, os antigos cômodos dos Daidoji permanecem intocados, sendo que o Conselho não poderia negar à samurais da Garça o livre-acesso a este estabelecimento. Sendo assim, a sede do Conselho Mercante pode ser considerada uma embaixada para membros do clã Garça, apesar de ser uma escolha improvável.

Shosuro Korahime, apesar de ser patrona de muitos estabelecimentos, não se considera parte do Conselho. De fato ela não se importa com questões menores e que envolvam dinheiro – seu negócio é a política, e ela só se reúne com o Conselho se for de seu interesse.

Este pensamento é similar ao de Hyogo, mestre ferreiro do Sopro do Dragão, que até foi convidado para algumas reuniões do Conselho, mas não se atém a questões tão materialistas quanto o comércio. Ele está muito mais dedicado à sua causa e sua busca de aperfeiçoamento de suas artes.

Visitantes Recorrentes: Patronos mercantes, comerciantes buscando acordos comerciais, diplomatas da Garça.


19. Mercado

O mercado é uma área grande que contempla uma feira a céu aberto e as lojas que a cercam. Todos os dias é possível comprar uma infinidade de produtos, principalmente alimentícios, como grãos, frutas, vegetais, peixes frescos e secos, carne de aves e de porcos, ovos e especiarias. Também pode-se comprar roupas e tecidos nas lojas ao redor da feira central. Em algumas lojas compra-se inclusive produtos mais exóticos, como carne seca e leite.


Os produtos do mercado atendem às necessidades cotidianas do povo de Beiden. Como a maioria dos samurais considera relações comerciais inapropriadas, é muito provável que servos de samurais venham aqui repor produtos para as casas de seus senhores. Em geral, o mercado oferece produtos diversos em quantidades modestas – grandes acordos comerciais, envolvendo mercadores, estabelecimentos, logística e tarifas ocorrem no Conselho Mercante.

Visitantes Recorrentes: Vendedores e compradores diversos, servos fazendo compras para seus senhores, kajinin extorsionista, discípulo de Hyogo prestativo.


20. O Sopro do Dragão

Uma oficina, um dojo e um templo, estas são algumas das definições para o Sopro do Dragão. Este estabelecimento é o lar de Hyogo, um misterioso mestre armeiro que chegou a Beiden anos atrás, quando o Leão dominava a cidade. Naquela época ele obteve a permissão para abrir sua oficina onde ele poderia abrigar órfãos da guerra, educá-los nos caminhos de Shinsei e no ofício da forja.

Atualmente alguns dos discípulos de Hyogo já são quase adultos, o que pode representar uma mudança de paradigma no futuro próximo da cidade, uma vez que são camponeses bem educados, respeitados e incontestavelmente honestos. Apesar disso, não estão livres de problemas e alguns deles possuem um tipo de rixa com os kajinin locais, com quem acabam entrando em ocasionais brigas de gangue – a maior delas causou grande alvoroço e desordem no mercado. Contudo, até o momento, nenhuma morte foi relacionada a estas brigas.

O Sopro do Dragão oferece seus serviços a qualquer samurai que necessitar de uma forja, contudo também prestam serviços à comunidade. Tudo é feito de forma ritualística, quase monástica – todas as manhãs, bem cedo, Hyogo faz exercícios de meditação com seus alunos, seguidos de exercícios físicos ou ensinamentos filosóficos. Quando a oficina está aberta, tudo é conduzido com todo o respeito que os kamis da terra e do fogo merecem. Como parte da barganha com o Leão, o estabelecimento é considerado uma embaixada para o clã Dragão.

Residente Atual: Hyogo
Visitantes Recorrentes: Samurais em busca de um armeiro, camponeses necessitando de ajuda, diplomatas do Dragão.


21. Porto

Se a passagem de Beiden é o ponto mais importante de Rokugan, o Porto de Beiden é, possivelmente, o segundo. Muita da mercadoria negociada na cidade em algum momento passa pelo porto ou fica armazenada em seus galpões, antes de ser despachada para os mais diversos destinos no Império. Por este motivo ele é controlado com punhos de ferro pelo Conselho Mercante, em especial por Watanabe Fuji, que ascendeu em importância junto ao Conselho logo após a saída dos Daidoji, uma vez que tem acesso às rotas fluviais e marítimas dos Yoritomo.


Todo grande clã de Rokugan possui ao menos um galpão no porto, mesmo que não possua um representante ou patrono oficial na cidade. O Conselho Mercante garante a proteção dos seus interesses de seus amigos e rivais, e honram os negócios de todos os clãs pois, apesar de tudo, todos pagam suas tarifas portuárias. Por isso, roubos e saques de armazéns são raros, apesar da região portuária não ser das mais seguras.

Visitantes Recorrentes: Estivadores e marinheiros, kajinins em alguma atividade questionável, fiscais a serviço do Conselho, pescadores.

Glossário

  • Butei: termo rokugani para Ator. A família Shosuro é conhecida por ter alguns dos maiores atores de Rokugan, além de possuir uma escola totalmente dedicada às artes cênicas.
  • Embaixada: Em capitais e grandes cidades as embaixadas costumam ser a residência oficial de embaixadores. Em Toshi no Beiden tradicionalmente se oferecem quartos do castelo para os diplomatas dos clãs. Contudo, alguns estabelecimentos locais possuem uma forte ligação com determinado clã, e adquirem o reconhecimento de “pequenas embaixadas”. Na prática, são locais em que samurais de menor renome ou relevância política podem recorrer para encontrar um refúgio amigo.
  • Kajinin: Um grupo de bombeiros. Alguns agem como uma gangues de rua.
  • Patrono Mercante: O representante de uma família samurai que patrocina mercadores e artesãos camponeses. Um patrono fornece amparo físico, legal e financeiro a seus vassalos, em troca de uma porcentagem de seus lucros (normalmente um décimo). Alguns patronos mercantes tomam o controle direto dos negócios de seus vassalos, mesmo isso indo contra os ideais samurai que desprezam o comércio. Contrariando a rígida estrutura de vassalagem rokugani, é possível que um mercador abra mão de um patrono em detrimento de outro que ofereça maiores benefícios. Isso pode gerar situações de conflito entre os patronos e a concorrência entre eles pode acarretar uma situação inversa e absurda em que os mercadores heimin adquirem maior poder de barganha que seus patrões samurai. Uma afronta a Ordem Celestial.
  • Okaasan: termo rokugani para Mãe. Em uma casa de geishas, se refere à responsável pelo estabelecimento (seria como a “mãe” das geishas). 
  • Sadahako: Fortuna menor das geishas e artistas, especialmente reverenciada pelas famílias Kakita e Shiba. Viveu no século V, sendo concubina de diversos imperadores, em especial Hantei VIII, que a declarou como Fortuna após sua morte.
  • Taikomochi: equivalente masculino para geisha, normalmente usam tambores (taiko). Eles contrariam o ideal masculino rokugani: espalhafatoso, barulhento e bem-humorado, eles contam piadas e histórias escandalosas, além de bajular aquele que servem.



Saudações Samurais

Mais uma etapa vencida, enfim conclui a seção sobre Beiden Central.
De verdade, não achei que demoraria tanto... Cheguei até mesmo a cogitar dividi-la em duas publicações, mas isso iria conflitar com a minha proposta inicial de uma publicação por seção da cidade.

Em seguida detalharei Beiden Meridional.
つづく

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